VJ Leo (da AIMEC Porto Alegre) conquistou o segundo lugar na competição de VJs no Winter Music Conference em Miami.

A competição de VJs, teve um total de 100 inscritos, dos quais apenas 8 foram selecionados para competir em Miami. Cada competidor tinha 6 minutos para improvisar imagens para o set do DJ Michael Burian.

Aproveitei o acontecimento para fazer uma entrevista exclusiva para o site.

Entrevista exclusiva com o VJ Leo

  • Como você fez a inscrição para a competição?
Entrei no site da Winter Music Conference e vi que tinha uma competição de VJs. Cada intressado deveria preencher um formulário que estava disponível no site. No formulário tinha que fornecer um link para alguma pagina com uma breve biografia e uma amostra de 10 minutos do trabalho atual.
Como meu myspace inclui mais informações que isto, eu montei uma página exclusivamente para a inscrição. Tinha que pagar 25 dolares para se inscrever. Dessas inscrições, apenas alguns seriam selecionados para mostrar o trabalho ao vivo em Miami.
  • Como você selecionou as imagens para a eliminatória ao vivo?
Reorganizei meus videos em dois bancos: Imagens calmas e/ou bonitas ; e imagens bizarras, com forte impacto. Meu trabalho tem sido reconhecido por apresentar imagens inusitadas. Cada VJ teria apenas 6 mins, e a trilha era desconhecida, então tinha que estar preparado para diversas situações.
  • Como os jurados avaliaram os competidores?
Deram notas de 0 a 10 nas categorias: Introdução, Habilidades Técnicas, Apresentação, Truques, Sincronia, Criatividade, Interação com o Púbico, Conteúdo Próprio e Efeitos. Estavam sentados de frente ao palco com uma tela e projetor.
  • Qual foi a sua impressão geral do WMC?
Eu esperava que o WMC quanto as palestras, a parte de negócios, e expositores fosse muito maior. A parte de festas, e eventos é realmente gigante. Tem milhares de opções. Muita gente nem vai ao ULTRA, que rola na sexta e sábado do inicio da tarde até a meia-noite. Ter energia para ir no ULTRA e depois curtir alguma festa, é muito difícil, no dia seguinte a rotina de festas será mais puxada.
Fui para trabalhar, mostrar meu trabalho, e fazer contatos. Conheci desde o coordenador geral, o dono da empresa que registra o evento (25 cameras, +300 horas de capatura), os donos do beatport, e outros, mas o mais importante foi ter feito o network com os VJs, como o VJ Culture (que fomenta a cena na costa oeste dos eua há muito tempo), o VJ Fader (que desenvolveu o Fadertouch que é uma interface e programa exclusivo de VJ multitoque, o VJ Rei que é venezuelano/americano e apostou entrar no mercado dos eua, o VJ Tek que é VJ do Rabbit in the Moon, o VJ Habs Akram que é o VJ responsável pelas imagens do Carl Cox e Ferry Corsten, VJ KSKA que é um japones com uma estética muito apurada, entre outros.
  • Como os VJs são vistos em um evento como esse?
Eu sai com uma boa impressão quanto à importância que dão para o VJ lá. Os eventos bookam os principais VJs dos EUA, e estes convidam outros bons VJs para trabalhar. Todos recebem alguma quantia financeira. Esta parte parece ser bem mais organizada que no Brasil. Oportunidades não faltam para aqueles que tem um bom trabalho.
Muitos shows que se apresentaram no palco principal tem seu próprio VJ. Lá investem bastante em estrutura de vídeo, então o trabalho do VJ fica mais evidente e assume grande responsabilidade.