Estou começando hoje uma nova série aqui no blog, infelizmente esse ano não consegui manter a mesma regularidade de postagens dos anos passados, principalmente por que a AIMEC mudou todas as suas apostilas e eu acabei reescrevendo parte delas.
Investi mais de 500 horas no primeiro semestre e cheguei a redigir quase 300 páginas de A4, com mais de 400.000 caracteres no total, a nova série vai trazer um pouco desse conteúdo, com isso vou estar disponibilizando um pouco de conhecimento grátis, e ainda oferecer uma amostra de como funciona o nosso material didático.
Esse texto foi retirado da apostila de Mixagem & Masterização (aula 1), antes dele tinha uma discussão de por que o som mais alto soa melhor.
Sons percussivos pesam menos
Mixar uma bateria é mais simples e fácil do que mixar um conjunto de strings e pads. Isso acontece por que os sons de bateria, por serem mais curtos, acabam se sobrepondo menos e com isso causando menos cancelamento de frequências entre sí. No caso de strings e pads, que são sons que tocam de forma mais constante, é necessário usar controles de pan, equalização e outras ferramentas para que eles não briguem por espaço na mix.
Importância
Para que ficar horas equalizando e colocando efeitos em sons que tocam por pouco tempo e volume baixo? Concentre o seu tempo e a sua atenção nos elementos que tem um papel principal na música que está sendo trabalhada.
Natural versus artificial
Na música eletrônica e em muitos outros gêneros, engenheiros de som estão usando a criatividade para criar mixagens que não sejam naturais, mas que chamem a atenção da audiência. Você pode escolher se a sua mixagem vai para um caminho mais natural ou artificial. Gêneros como o Jazz pedem uma ambiêntação mais natural, mas mesmo esse gênero tem atualmente muitas músicas que tem o seu kick e snare mais proeminentes e reverbs que fogem do esperado e comum.
Mudança
Copiar padrões e técnicas que já são amplamente utilizadas por outros artistas vai facilitar que você aprenda com os mestres – mas se você for apenas copiar e não adicionar nada, você nunca vai conseguir reconhecimento e espaço no mercado.
Você quer ser o novo The Beatles (original) ou você prefere ser apenas como o The Monkeys (cópia)?
Aprendendo a mixar
Sem uma visão você nunca vai chegar lá!
Um engenheiro novato só pensa em dois passos na hora de fazer uma mixagem:
Avaliação (esse som soa bem? o que tem de errado com ele?)
Ação (quais equipamentos eu devo usar? como devo usar os equipamentos?)
Um engenheiro experiente trabalha com um outro fator: a Visão. Com isso ele consegue pensar em: Como eu quero que isso soe?
Isso facilita para avaliar se o som está correto e quais ferramentas devem ser usadas para corrigir isso.
Algumas habilidades que o engenheiro também precisam desenvolver são:
- Concentre em poucas e boas ferramentas – Não queira sair baixando todos os plug-ins disponíveis. Leia o manual, estude tutoriais, livros e artigos e se torne mestre das ferramentas que você já tem;
- Relacionamento com pessoas – Trabalhar com música e músicos pode ser bem estressante as vezes. Você precisa desenvolver uma habilidade para contornar problemas e manter os seus clientes satisfeitos;
- Habilidade de fazer rápido – Imagine que o João consegue fazer uma nova mixagem a cada 2 dias e o Pedro a cada um mês, no fim de um ano o primeiro vai ter feito 180 mixagens e o segundo a penas 12. Quem você acha que tem mais chance de aprender com os seus erros e tornar-se um profissional melhor?
- Música de referência e análise de mixes – Use boas referência. Elas podem te ajudar a perceber os erros em suas mixagens e também avaliar técnicas e ferramentas empregradas em outras produções.
- Escute em mono – Muitos sistema de som são mono, como sua mixagem vai ficar nestes sistemas? Você prefere sacrificar uma boa audição neste tipo de sistema para deixar ele mais estereofônico?
… A apostila continua explicando os processos que devem ser usados na mixagem.





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