Esse post teve a colobaração especial do Diijay Silva

Nos últimos milhares de anos os homens e hominídeos vem utilizando a música como forma de expressão, seja para se aproximar do divino ou para ficar mais apelativo ao sexo oposto. Nestes anos de evolução, ser músico era sinônimo de estudar e tocar um instrumento.

Em março de 2008 foi anunciado com grande repercussão o software Melodyne Editor, que permite algo inédito e impensado até então.

DNA (Direct Note Access), em português “Acesso direto a nota”

melodyne editor dna

Imagine a situação 1:

Um pianista toca o seu instrumento nota por nota, o áudio dessa composição é gravado no computador, cortado em pedaços, para ser reorganizado em uma nova música.

Isso é relativamente fácil e já vem sendo feito a mais de 20 anos e se popularizou a 5 anos com os poderosos samplers de software.

Imagine a situação 2:

O pianista agora está tocando acordes (3 ou mais notas ao mesmo tempo), ele com fúria vai solando e emendando os sons.

O trabalho de dividir cada nota que forma o acorde, parece impossível. É nesse ponto que o a tecnologia por trás do Melodyne entra, dividindo os acordes em notas que podem ser acessadas diretamente e reorganizadas.

Inicialmente a tecnologia desenvolvida pela Celemony permite apenas trabalhar com um instrumento apenas, mas em um futuro poderemos dividir todos os instrumentos de uma música completa para fazer a nossa própria composição, brincando com cada um dos elementos, como se você mesmo tivesse produzido, essa nova produção pode ser uma versão modificada da música original ou ainda melhor usar apenas os diferente elementos para criar uma nova música.

O Melodyne Editor, estava previsto para ser lançado na feira Nanm que se realizou de 18 a 21 de janeiro na Califórnia, mas infelizmente ele só vai sair no outono.

Faça você mesmo

O estudante da Alemão, Jonathan Schmid-Burgk, foi mais rápido, ele projetou e lançou sozinho o software VisualVox polyphonic 0.9, mesmo com o nome remetendo a um plug-in que trabalhe apenas com voz, ele tem as mesmas características da tecnologia “DNA”, mas por uma fração do preço. Claro que com apenas uma pessoa projetando, o software ainda contem vários bugs (como Burgk mesmo confessa em seu site) e alguns inconvenientes, como por exemplo:

-Algumas notas não são identificadas e separadas corretamente;
-Para mexer com um arquivo são gerados diversos arquivos enormes de áudio, que muitas vezes sobrecarregam o HD;
-Disponível apenas para MAC.

Agora só falta inventarem uma maquina do tempo para você fazer uma música com o Jim Morisson, Janis Joplin ou Jimi Hendrix! Se a tecnlogia “DNA” já não for quase isso?