Em tempo de crise, vire Dj

Saiu uma notícia muito interessante no The New York Times na época da crise financeira americana em 2007, “escolas de DJs de Manhattan estão lotadas”, muitas pessoas que perderam o emprego – estão em busca de uma nova profissão, que alia (em parte) diversão e bons rendimentos (não para todos).

Os novos alunos, não estavam procurando, um grande salário, mas algo que eles realmente tenham interesse em fazer. Será que a crise no Brasil vai gerar esse mesmo tipo de reação?

Enquanto isso no Brasil

A música eletrônica se consolidou como uma fatia de respeito no mercado, 10% dos jovens ouvem música eletrônica, clubes de Santa Catarina figuram na lista dos melhores do mundo e muitos dos nossos DJs e produtores musicais viraram produto de exportação.

Clubes e festas estão vivendo um aumento de público com uma nova geração que está ouvindo pela primeira vez esse tipo de som. No outro extremo está cada vez mais fácil começar a tocar e produzir as suas músicas, por isso tem muito mais gente disputando este mercado – para alcançar sucesso, você vai precisar de talento, carisma, bons contatos, muito trabalho e um pouco de sorte.

Como faço para me “tornar um DJ”?

Para começar a tocar você vai precisar aprender / desenvolver as seguintes técnicas e uso destas ferramentas:

  1. Estudo de estilos e gêneros
  2. Escolha de formato de apresentação
  3. Montagem de repertório
  4. Organização do repertório
  5. Técnica de mixagem
  6. Criação de set
  7. Gravação, edição e masterização de set
  8. Marketing e Divulgação
  9. Administrativo (contratos e recebimentos / pagamentos)
  10. Desenvolvimento de outras carreiras e profissão complementares

Vamos analisar estes 10 itens neste artigo. Além disso tudo você ainda vai precisar praticar muito, manter uma constância na parte de pesquisa musical e de novas tecnologias somando uma boa rede de contatos. Confira também neste artigo um estudo mostrando como é mais fácil, rápido e barato aprender em uma escola ou curso.

Se você estiver atrás de aulas particulares, ministro aulas on-line no site BIG MARKET, com uma ferramenta bem interessante, que permite que alunos ganhem dinheiro para aprender.

1. Estudo de estilos e gêneros

O que você toca para qual público? Essa precisa ser a sua primeira pergunta que você deve conseguir responder – pois isso vai fazer os equipamentos, repertório e técnicas de performance mudarem muito.

Exemplo: DJs de Hip-Hop e Drum’n Bass geralmente usar toca-discos em suas apresentações. Muitos DJs de EDM tocam com Pen-Drive e boa parte dos DJs de Techno usam softwares como o Traktor.

Para conhecer melhor os gêneros e estilos de música eletrônica você pode navegar no site Bearport e analisar as músicas mais vendidas de cada subgênero.

…. estou apliando os tópicos deste artigo, em breve vou completar os outros 8 itens que estão faltando.

3. Novas tecnologias e as novas possibilidades para montar o seu repertório

Até pouco tempo atrás (10 anos), para ser DJ você deveria comprar discos de vinil, investindo algo em torno de R$60/90 por música. Com novas tecnologias é possível começar a tocar com CDs e Pen Drives utlizando arquivos de MP3, isso permite que qualquer pessoa tenha acesso a música.

Isso já ajuda na montagem do seu repertório, mas ser um DJ é mais do que isso, você vai precisar dominar os seguintes conceitos / técnicas para fazer uma apresentação:

Como aprender sobre o mundo dos DJs?

Muitas pessoas, acreditam que o melhor caminho para aprender é comprar equipamentos, para depois se for o caso procurar uma escola/curso/tutorial para aprender a manusear eles.

Encontrei um relato, muito interessante no fórum do extinto portal www.rraurl.com, que explica por que essa não é a melhor direção correta.

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“Compre um carro, saia acelerando, sem saber onde é o acelerador, marcha e freio. Só depois de muita confusão faça o curso de motorista. Assim, você ajuda a ter mais acidentes, poluir mais o mundo e atrapalhar o trânsito, que já é caótico. Coisas similares acontecem no mercado de DJs, onde artistas sem preparo começam a tocar sem ter nenhuma base teórica.”

Dj Bunnys instrutor da escola paulista Dj Ban

Como eu escolho uma boa escola de Dj?

Dentro de uma boa escola de Dj você vai encontrar, não apenas um lugar onde vai aprender técnicas e tirar dúvidas, mas sim um local onde você pode estabelecer o contato com outros artistas, para a construção de projetos e rede de relacionamento.

Por exemplo a AIMEC (Balneário Camboriú, Campinas, Curitiba, Florianólipois, Joinville e Porto Alegre), desenvolve as seguintes atividades:

  • Eventos Culturais (palestras com convidados, debates e palestras sobre novas tecnologias)
  • Competição para DJs (Desafio DJ) realizado para alunos que estão se formando, alunos profissionais e aberto para DJs
  • Festa de formatura (cada turma organiza uma festa que para muitos é a primeira chance de enfrentar uma pista de dança)
  • Vídeos aulas (centenas de vídeos estão disponíveis no canal do Youtube).

O ensino de uma arte

Na escola somos forçados a aprender, matemática, línguas, ciências e por último artes.

Música, pintura e dança são sempre colocados em último plano, por isso muitas vezes quando um jovem se diz convencido que este é o seu caminho, os pais e o resto da família são os primeiros a desaconselhar.

Na escola, também somos forçados a copiar, compilar e competir, quando na verdade o importante é colaborar, compartilhar, criar junto e recriar.

Trabalhando desta forma é possível envolver o aluno no processo de descoberta de novos caminhos que podem facilitar o seu sucesso.

Claro que é importante ensinar as técnicas, mas uma boa aula é a que o aluno fica com vontade de mudar o mundo.

Ética acima de tudo

quero-virar-dj

Procure instituições que tenham ética nos seguintes níveis:

  • Com a sociedade: Gerando alunos que possam contribuir para o bem comum
  • Com você: Cursos que tenham resultado e impacto positivo na sua vida. Liberar stress, ensinar uma nova profissão, melhorar os seus rendimentos e rede de contatos.

Investimento:

Ao comparar cursos de DJ: divida a quantidade de horas, que você vai ter de aula, pelo valor total do curso. Você vai descobrir, que aquele curso rápido, que parecia que custava pouco, na verdade tem a hora aula mais cara.

Ser um auto-didata ou fazer um curso: compare o preço, de equipamentos e de um curso. Fazer o curso, é bem mais barato, em uma boa escola, você vai encontrar salas de prática, para desenvolver as suas habilidades e ver se você leva jeito. Só depois disso, você deve fazer um investimento em equipamentos.

Rede de Contatos:

1a opção:

Provavelmente você vai falar com um DJ / amigo para te ensinar a tocar, mas ele não vai estar a sua disposição, com horário marcado.

2a opção:

Além de ter um professor a sua disposição para tirar dúvidas, você ainda vai contar, com o auxílio dos seus colegas – dessa forma você vai ter uma rede de contatos maior e mais chances para começar a se inserir no mercado de trabalho.

Inovações tecnológicas:

Os professores e outros colegas, por estarem mergulhados com você neste universo, sempre vão te ver você como um amigo e não como um concorrente, por isso a troca de informações é muito mais rápida e sadia.

Eventos:

Uma boa escola de DJs, desenvolve inúmeros eventos por ano. Isso vai facilitar que você ganhe experiência, tocando em clubes, desfiles de moda, academias e eventos em geral.

Observação: Desconfie de uma escola que promete festas para tocar no fim do curso, isso pode até acontecer, mas vai depender muito do seu esforço.

Escolas de Dj:
www.aimec.com.br
www.djban.com.br

Referências usadas neste artigo: www.luli.com.br e www.queroterumblog.com.br