Mercado

Competição de performance

Competição – Mude a música eletrônica para sempre – Você no Beatport

Update – vou centralizar aqui, todos os posts sobre a competição.
Lançamento oficial da uma competição de produções originais. As 6 músicas que vão ser selecionadas serão lançadas no Beatport e nas principais lojas de download pelo selo Eletrodomésticos.

» Escrito por em 27.04.10.

No último mês, acredito que eu deixei transparecer um pouco de meu descontentamento com o rumo da cena eletrônica. Esse descontentamento não é nem com as tecnologias (quem lê o blog e tem aulas comigo na AIMEC sabe do meu amor por ela) e nem por causa dos meios de distribuição (vide o sucesso relâmpago da comunidade de música grátis Audio Buzzz) o meu descontentamento tem haver com os fins.

Ten relação com a quantidade de músicas e artistas pasteurizados, que tem medo de ousar e fazer algo diferente.

Por isso eu, em parceria com o selo Eletrodomésticos, quero propor uma competição, que possibilite você mostrar a sua criatividade para o mundo.

Update (vou centralizar neste artigo todos os posts sobre a competição):

Mude a música eletrônica para sempre

Música eletrônica está cada vez mais careta e cheia de regras

Na década de oitenta e noventa, nos subúrbios das grandes cidades (principalmente nos EUA e Inglaterra),  jovens sem muito poder aquisitivo, técnicas de estúdio, equipamentos e informações, conseguiram criar e fazer sucesso com um novo tipo de música, que não provinha de instrumentos e sim de máquinas.

As máquinas não eram os fins e sim os meios para criação de um mundo novo e rico. Trinta anos depois, esses mesmos gêneros, ainda reinam nas principais festas do planeta: Hip-H0p, Electro, House,  Techno e Trance.

Hoje os meios são quase infinitos mas os fins sim

Nas principais cidades do Brasil, temos boas escolas de produção musical.

A internet oferece de graça uma quantidade enorme de artigos, tutoriais, samples e instrumentos virtuais. Mesmo com tanta facilidade está cada vez mais difícil ver produtores, criando algo realmente diferente.

Os produtores perderam:

  • Coragem de ousar e de fazer diferente;
  • Coragem de chocar.

Eles ficaram com um medo crescente, de fugir do padrão e regras, e por isso serem ridicularizados.

Mas precisamos de novos gêneros?

A evolução seja na música ou em qualquer forma de arte é inevitável. As modas vem e vão e os artistas que querem sobreviver disso, precisam se adaptar a elas.

A nossa proposta é que você quebre essa corrente e ao invés de se adaptar ao som da moda, que você crie ele.

Mude a música para sempre

Este artigo marca o lançamento oficial de uma competição de produções originais. As 6 músicas selecionadas vão ser lançadas no Beatport e nas principais lojas de download pelo selo Eletrodomésticos. Diferente da competição do Tribo Brazil, aqui você não precisa usar nenhum pacote de samples nem nada parecido. O conceito desta competição é o de aguçar a sua criatividade para criar algo realmente novo.

Como funciona a competição?

  • Serão aceitos até 2 músicas por artista;
  • As músicas podem ser de qualquer gênero (ou de nenhum ao mesmo tempo), mas os jurados vão priorizar músicas que fujam do padrão “normal”;
  • O envio das produções encerram no dia 30/06/10 as 23:59hs
  • As músicas devem ser postadas via Soundcloud no fórum do dgtl.lv/clients/ilankriger/wordpress;
  • O resultado vai ser anunciado no dia 05/07/10.
  • As seis músicas selecionadas vão ser lançadas no Beatport e nas principais lojas de Mp3 do mundo;
  • Os jurados são: Ilan Kriger, Rafael Araujo, Mateus B., Alonso Figueroa e Rodrigo Lengning (todos professores do curso de produção musical da AIMEC Curiitba).

Dicas para vencer a competiçao:

  • Seja criativo:
  • Experimente timbres inusitados;
  • Misture sons regionais;
  • Faça uso extremo de vocoders e outros modificadores de voz;
  • Experimente bpms impensados (por que não fazer uma música com 30 batidas por minuto ou 300 batidas por segundo?!);
  • Tente fugir da estrutura 4×4 (batida de house/techno/trance);
  • Tente fugir do padrão básico de uma bateria (por que não colocar o kick no lugar do snare e o open no lugar do kick?);
  • Produza sem kick:
  • Produza sem basss;
  • Produza sem melodia;
  • Produza só com melodias;
  • Coloque elementos fora do tom;
  • Não use sintetizadores;
  • Só use sintetizadores;
  • Produza com todos os samples em reverse;
  • Faça beatbox com todos os elementos;
  • Não use efeitos;
  • Faça a música só com efeitos;
  • Fuja de padrões de arranjo.

E tudo mais que a sua criatividade mandar!!!

Serviço:

  • Quando: Inscrições abertas até o dia 30 de junho;
  • Como se inscrever: Crie a sua música, suba no Soundcloud e envie para o fórum do dgtl.lv/clients/ilankriger/wordpress;
  • Preciso usar algum samples específico? não, a competição é de músicas originais;
  • Existem algum limite/padrão? não, use a sua imaginação.


Deixe seu comentário

  1. Hum… váaaarias idéias pipocando na cabeça… mas uma pergunta: posso enviar + de 1 música? Tenho 2 idéias já há tempos q se encaixam bem nessa proposta. Vou aproveitar e acelerar a finalização do meu live. Gracias, Ilan! Mandou muito!

  2. E laskeira, dessa eu gostei!! algo muito loko e legal vai sair dessa competição hein, gostei demais da idéia Ilan.

    Marcus Varèse
  3. Boa iniciativa da parte da Aimec, vai ser engraçado! :D

    Tato Casali
  4. dahora hsuahsuausas
    to nessa

  5. pode duas tracks por artista/projeto.

    abs

  6. Fenomenal !!!

  7. Grande iniciativa! Novas experimentações sempre dão algum resultado, com certeza vai sair muita coisa boa daí!

    Minha única questão é se o Beatport e outros sites de venda de mp3 seriam o local certo para inserir esse tipo de trabalho. Acho que por serem lojas visando o público alvo bem comercial talvez o retorno não seja muito favorável.

    Infelizmente não tenho outra idéia melhor, até porque os sites internacionais que promovem música (como o Pandora ou Spotify) ainda não abriram as portas para o Brasil. Esse tipo de site que seria ideal para esse tipo de trabalho. O The Sixty One também é ótimo, mas possui suporte apenas para bandas.

    Quem sabe criar um selo no Reverbnation para lançar isso, acho que funciona!

  8. Acredito que o Beatport é o melhor lugar!! Acho mais interessante lançar um EP assim, do que um com músicas tradicionais!!!

    Vai que cai no gosto dos DJs?

    As músicas podem ter o apelo de pista, por que não?

  9. Tô curioso pra ver oq vai aparecer!

  10. É isto ai Ilan, parabéns pela iniciativa e coragem, tava na hora de ouvir um grito de liberdade em meio a tantas regras… e quem sabe isto te anima… =]
    Abraços galera e vamos deixar a criatividade rolar…

  11. Escrevi um post sobre um assunto parecido no meu blog (http://bit.ly/bgXAcP). Acho que bem válido que exista uma competição específica para remixes "diferentes". Em muitos remix contests dos quais participei, ao anúnciar o vencedor, era dada uma lista de remixes que valiam a pena ser mencionados. Geralmente eram os remixes mais criativos e vanguardistas. Acho que isso deveria ser feito nas competições daqui também.

    cheers!

    André Nucci

  12. Acho legal a idéia de inovar! Mas essa idéia de quebrar as regras, me deixa um pouco com o pé atrás. Não adianta apenas criar uma salada de timbres se não tiver uma essência! Hoje eu percebo que temos músicas novas surgindo a toda hora, mas são poucas que tem essência! Na minha opinião os melhores produtores brazucas são os que tem alguma raíz com a música, são aqueles que tem alguma referência musical e que estudam música a muito tempo.

    Penso que a nossa nova geração está perdendo isso, pq é muita coisa nova todos os anos e aonde fica a referência musical? poxa, o que adianta criar um electro-valsa se não tem referência? da onde vai surgir a essência? da valsa ou do house? aonde fica o conceito musical?

    Eu posso estar errado, mas eu estou cada dia mais voltando para o passado para buscar alguma referência musical, pq eu percebo que eu estou perdendo isso!

  13. Oi André,

    Não consegui acessar o link?

  14. apoio 100% essa ideia.

  15. http://bit.ly/bgXAcP Foi burrice minha mesmo.
    Cheers

  16. Ótimas palavras, liberdade sim, mas consciente e bem embasada! =)

  17. é será que entro nessa??? não sei não mestre illan :( ((( to com umas N ideias em diferentes softwares..

  18. Primeiramente, parabéns ao Ilan pela iniciativa de fomentar a criação e a inovação, sempre importantes para a música. Concordo com o Anderson Costa, para se fazer boa música, em qualquer estilo, é imprescindível estudar música, saber o que fazer com as 12 notas…Quanto a evolução da música…acredito sempre que é possível se criarem novas músicas…seja num estilo já existente, ou na criação de um novo, na fusão de dois ou mais estilos…mas a música sempre terá uma base, que teve desde o começo da sua invenção…ritmo e/ou harmonia e/ou melodia…sem isso acho difícil se criar algo significativo e que faça sentido às pessoas…

    Um abraço a todos e boas criações!

  19. Fiz uma resposta gigante enviei, apareceu, e agora voltei aqui e sumiu. Será que caiu em algum filtro de spam?

  20. A idéia é boa, sem dúvida. Mas se me permite, acho que tem uns pontos errados aí, cara. Falo sobre você afirmar que a música eletrônica perdeu a criatividade, que está tudo igual, etc. Isso não é verdade. Ou melhor, é verdade dentro de uma parcela pequena, frente a todo material original que é produzido e não está nas principais listas. Você está colocando milhões de produtores do planeta inteiro no mesmo pacote. Eu só tenho essa mesma impressão que você quando acesso os top 10 do beatport, aí sim. Mas se por exemplo você acessar o hypem.com vai achar o que de mais novo têm sido feito e circulado nos blogs musicais, e votados pelo público, em praticamente todos os estilos, basta procurar. Isso só para citar um único exemplo, é claro.

    Evolução musical não é necessariamente virar experimental. Músicas – e filmes – são histórias, quem sabe contar boas histórias, já está inovando. É aí que a música se renova. Acontece que muitos produtores contam sempre a mesma história, com poucas alterações, aí concordo com você. O que acontece nesse caso, pode ser que as referências estão erradas.

    Veja o Washed Out:http://www.myspace.com/thebabeinthewoods ninguém conhecia ele até o meio do ano passado, ele nem tocava. Ficou desempregado do trampo com webdesign, voltou pra casa dos pais no verão, e no antigo quarto ele tinha um pc com reason, ozone, microfone e cubase, sampleou umas coisas, colocou voz, fez tudo lo-fi, propositalmente zoado, cheio de ruído, e agora veja a agenda dele pelo mundo, veja também quantas execuções ele tem nohttp://www.lastfm.com.br/music/washed+out , matérias em todos principais sites como pitchfork, revistas, entrevistas, etc. Ele não inovou, muitos já faziam isso, ele não teve pretensão de mudar o mundo, só contou boas histórias fazendo o som que gosta, e tudo em estrutura pop. O Aphex Twin inovou, o Akufen também, mas inovaram nas técnicas de produção, pois as notas musicais são as mesmas 7, e estão aí pra todo mundo. Eles sabem contar boas histórias com elas, não são só beats.

    "A evolução seja na música ou em qualquer forma de arte é inevitavél."

    Essa sentença está completamente equivocada, e também não faz muito sentido, cara. A bossa nova não evolui, é sempre bossa nova, boas e ruins. Você pode colocar beats nela, talvez ainda continue bossa nova, diferente, mas não é evolução, é outra maneira de fazer a coisa, que pode ser válida também. A house music não evolui mais, depois que a disco ganhou drum machines e sintetizadores, e aí sim evoluiu pra house, não existe mais evolução, você pode fazer diferente, mas vai ser um house diferente, não "evoluído". Uma pintura de óleo sobre tela não evolui, é sempre óleo sobre tela. Programar um robô pra pintar com pincel em óleo sobre tela não vai ser evolução da arte, pode talvez ser uma evolução NA FORMA de VER a arte. Evolução foi a adição das teclas pretas no piano. Evolução foi a criação dos sintetizadores. E evolução em estilos musicais não acho mais possível, todos estilos-base já foram criados, pode alterar um pouco, mesclar um com outro, mas certamente ele vai se encaixar num rótulo já pré-concebido, nem que seja o rótulo experimental, que alguém queira colocar outro nome. Ele vai estar dentro de uma estrutura.

    O Beatport é responsável por essa pasteurização que você fala, lá só vende bem o que é pasteurizado, você deve saber bem, e aí vira aquele ciclo sem fim, produtores se inspirando no que já vendeu bem, que é ruim, e produzindo mais coisas ruins. E eles incentivam a medíocridade, impondo cotas de vendas, por exemplo. Claro que eu estou generalizando, é sobre o geral que está lá. O Beatport não é o ápice de nada.

    Enfim, essa é a minha opinião, e fiquei curioso pra escutar as tracks que virão.

    Saudações

  21. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH (é grito mesmo !!!)

    em primeiro lugar … PARABÉNSSSSS (é grito mesmo !!! nº2 )

    até que enfim alguem se lembrou do real significado da expressão "do it yourself" … acho que a atitude punk não morreu, de vez em quando dá uns suspiros como este.

    concordo plenamente, vivemos tentando imitar o que dá certo. Porquê ??? só por acreditar que é assim que vai dar certo para nós tambem… mas na cena de cartas marcadas e panelas tampadas não existe tática melhor que anarquisar, tomar o poder pela força da criatividade ! alguem vai prestar atenção e no mínimo dizer "isso é diferente" . e se for um jornalista de renome, voce conseguiu, se não, voce conseguiu tambem ! to nessa.

    reinaldo bruxxo
  22. Acho que o grande ponto que o Ilan quer chegar com essa iniciativa é que os produtores/compositores criem músicas sem a "obrigação" de que ela funcione no curto prazo, sem a necessidade de usar todos os clichês do momento.

    A cada dia q passo eu tenho percebido q não serve nada ficarmos criando uma porrada de tracks, só por fazer, o importante é criar algo qdo pintar uma inspiração maneira e criar uma música que vá passar um sentimento verdadeiro, isso que é inovar.

    Um grande exemplo de uma track "inovadora" nesse sentido é a HEY HEY do Dennis Ferrer: mega simples, sem nenhuma técnica nova de produção, mas a mesma possui uma enorme VERDADE, pelo menos na minha opinião, sempre qdo ouço dá vontade de ouvir de novo, é uma música muito verdadeira e q passa uma msg de verdade.

    Parabéns Ilan por agitar mais uma vez a galera, sou teu fã! heheheh

    Abraçosssss

  23. Cara, animal essa conversa! Começa por aí, ótimas idéias e colocações.

    Eu quero comentar em apenas uma, que é a da "evolução musical".

    Se considerarmos a história da música e como ela evolui, podemos dizer sim que tudo já foi criado e utilizado, não existe mais onde tirar novas idéias sonoras.
    Passamos por toda a gama de notas, tons, semitons, commas, etc.
    Passamos por toda exploração de sons do mundo natural usando animais, objetos, móveis, vento, silêncio, etc.
    Passamos por todo o campo eletrônico com frequências, ruídos, superfrequências e subfrequências, o eletroacústico.
    Passamos por tudo que existe de concreto com a música contemporânea também.

    Enfim, não tem mais de onde tirar novos sons, tudo foi explorado. Não tem mais de onde tirar novos ritmos, melodias e harmonias, também já foram explorados. Tem pesquisadores trabalhando em cima de sons que afetam outros níveis de consciência e até quem acha que podemos atingir uma Quarta Dimensão sonora!!! Mas para mim isso entra muito na ficção, hehehe.

    O que temos atualmente são apenas variações em cima de algo que já foi experimentado ou criado.
    No entanto, isso não significa que nada muda e tudo será o mesmo, pois sempre podemos reutilizar ou reciclar idéias que já existem. E com isso novas músicas aparecem.

    Evoluir no aspecto sonoro não dá, mas criar novas variações sim.

    Acho que foi mais ou menos isso que o Jarrier quis dizer.

  24. Oi Jarrier,

    Parabéns pelo seu blog, não conhecia ele, muito bem escrito e diagramado.

    Achei muito interessante alguns pontos que você levantou (essa discussão vai com certeza dar muitas ideias para os participantes da competição), mas acho que eles podem ser clarificados.

    Quanto a evolução da música.

    Você falou que todos os estilos bases de música já foram criados? Você soou como o chefe do escritório de patentes dos EUA no começo do século XX, afirmando que não haveria mais invenções pois todos as variáveis possíveis já tinham sido exploradas?

    Não aconteceram mais invenções?
    Os produtores devem ouvir e produzir apenas House/Techno/Trance/Breaks/Hip-Hop/Rock, pois todos os gêneros já foram criados?

    A música e a arte evoluem sim! No começo a música não era primitiva (tocada com tambores e sem outros instrumentos), ela não passou para clássica e hoje é contemporânea (entre muitas outras mutações)?

    Eu quando comecei a escutar música eletrônica (10 anos atrás), um dos gêneros que estava perdendo a força era o Minimal, pouco tempo depois ele voltou diferente e evoluído. O minimal de hoje não se parece nada com o minimal de 10 anos atrás, isso não prova uma evolução recente?

    Aconteceu a mesma coisa, séculos atrás, quando o minimalismo surgiu pela primeira vez (foi criado) como uma resposta ao romantismo (que floreava e enchia tudo de regras).

    Se você colocar a música em uma linha do tempo, a invenção do computador, sintetizador, vsts e afins vai representar apenar uma pequena parcela da evolução. Por isso acredito que os meios para se fazer algo diferente estão aí. O maior problema é que as pessoas se fecharam em padrões pré-concebidos e estão cada vez mais criando barreiras para novas experimentações.

    Você mesmo está colocando barreiras?

    Concordo com você que as vezes não precisa ser experimental, mas apenas diferente para tocar o coração das pessoas.

    Concordo também quando você fala que tem muita coisa boa e inovadora circulando por aí, esse é o objetivo desta competição, aglutinar, reunir, divulgar, captar, reconhecer, estudar, ensinar, demonstrar que a música está viva e que deve primordialmente fazer as pessoas felizes.

  25. Oi Jarrier,

    Não sei o que aconteceu, não está aparecendo aqui, nem com spam?

  26. Você tocou no ponto chave Rodrigo. O que rolou nessa confusão de "evolução musical" foi mais uma coisa de semântica. A musica realmente não evolui, se recicla e se mistura.

    Os ingredientes da musica são sempre os mesmos e estilos musicais nada mais são do que "filtros". Filtros no sentido de mostrar o que comprovadamente funciona e ao que isso pode se relacionar. Misturar "rap com samba", na minha opinião, não é fazer a musica evoluir, é simplesmente misturar receitas que se complementam.

    Os estilos são ciclicos. Se começa pelo básico, desenvolvem-se técnicas, a musica vai enchendo, se saturando e há uma ruptura, abrindo-se mão de diversos clichês e formando–se um "novo estilo". Esse novo estilo, nada mais é do que o estilo base apoiado em algumas das técnicas que surgiram nesse ciclo.

    Pra exemplificar o que estou falando, veja o rock'n'roll. Aquele do Chuck Berry. Foi evoluindo, ficou psicodélico, virou rock clássico, encheu o saco da galera, rompeu e virou o punk e alguns derivados. Nada de novo, nada de evolutivo, apenas reciclado.

    A MUSICA está pronta, as "regras" musicais não mudam. Elas podem ser esticadas, quebradas ou levemente alteradas. Mas tudo o que você fizer vai se encaixar em musica. Até o silencio. A improvisação já existe, os encadeamentos harmonicos já existem e os beats já existem. O que ainda pode evoluir, como o Jarrier falou, são técnicas que levam a estes resultados.

    Sweep Picking, Walking Bass ou Live PA, são evoluções técnicas na maneira de se executar a musica. Rap com samba, jazz com metal, hardcore com ska, são apenas reciclagens musicais e misturas de influências.

    Gostei muito do que o Jarrier falou: "(r)Evolução musical não é necessariamente virar experimental." Uma vez falei com ele pelo twitter que, as maiores revoluções realizadas na musica, foram feitas dentro de um padrão popular.

    Espero que entendam meus pontos.

    Cheers
    André Nucci

  27. Oi Jarrier e D.O.R (estou adorando essa discussão – aprendi muito aqui).

    Entendi o que vocês querem dizer, em relação a melodia, harmonia, altura, timbre, intensidade e duração, nós já tentamos tudo. Não existe mais variações possíveis.

    Mas isso gerou algumas dúvidas (pelo menos para mim):

    -Antes da música ser contemporânea ela não era clássica e antes dela ser clássica ela não era antiga?
    -Isso não quer dizer que ela evoluiu?
    -Não poderemos ter uma música pós-moderna? Que proponha, novas formas de se construir: melodias, harmonias e de se trabalhar com sons de diferentes alturas, timbres, intensidades e durações?

    Tirei um trecho da wikipedia:http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica

    "Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humana."

    Vocês estão dizendo que a inteligência e a cultura humana parou de evoluir? Pois se ela evoluir a música também vai.

  28. Oi Jarrier e D.O.R (estou adorando essa discussão – aprendi muito aqui).

    Entendi o que vocês querem dizer, em relação a melodia, harmonia, altura, timbre, intensidade e duração, nós já tentamos tudo. Não existe mais variações possíveis.

    Mas isso gerou algumas dúvidas (pelo menos para mim):

    -Antes da música ser contemporânea ela não era clássica e antes dela ser clássica ela não era antiga?
    -Isso não quer dizer que ela evoluiu?
    -Não poderemos ter uma música pós-moderna? Que proponha, novas formas de se construir: melodias, harmonias e de se trabalhar com sons de diferentes alturas, timbres, intensidades e durações?

    Tirei um trecho da wikipedia:http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica

    "Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humana."

    Vocês estão dizendo que a inteligência e a cultura humana parou de evoluir? Pois se ela evoluir a música também vai.

  29. Há espaço para evolução na parte musical, mas pra isso é preciso dividir a escala em mais de 12 pedaços (tons). Pra isso acontecer, é preciso criar novos instrumentos, novos "tratados de hamornia", educar novamente o ouvido humano para sons estranhos que surgirão nesses novos caminhos.

    É possível? É. Sinceramente, não vejo isso acontecendo. Essas experiencias com escalas de 50 e tantos tons é velha e nunca foi adiante.

    Respondendo a sua questão, não, a inteligência humana não parou de se desenvolver. Apenas atingiu o limite do bom senso (teorico musicalmente falando). Enquanto isso, reciclamos o que já existe. Reciclar não é estagnar.

  30. Que legal essa discussão.

    Sim, todas as palavras já foram ditas, todos os acordes já foram criados. Graças a Deus existe o esquecimento. Pessoas novas misturam as coisas velhas, ninguém mais sabe o que é de quem, e basta algum ser iluminado nos colocar em estado poético para nos dizer que a arte ainda existe.

    A mediocridade vai continuar sendo uma opção, onde existir gente trabalhando. Propaganda de supermercado, flyer de puteiro, reboco de gesso, engenharia, música, pintura, teatro.

    E pros entusiastas de qualquer atividade criativa, quanto mais consumirmos, mais sede teremos, e menos satisfeitos seremos. Nessa hora temos que fugir de tudo mesmo, sentar e produzir. Utilizando de outro clichê, “sejamos nós a mudança que queremos ver no mundo”.

  31. Eu não acho que tenha inovação na track, Felippe, e nem é porque não gosto do som do Dennis Ferrer. Acho um som meio frio esses deep tech. Conhece: blue six – sweeter lovehttp://www.youtube.com/watch?v=XjPRVJe7jL8 Deep house, veio num cd encartado na revista trip em 1999. O cd era um garimpo só com o que estava sendo feito de mais novo na época, em vários estilos de música eletrônica. Compara com a "hey hey", principalmente o início. ;)

    Sobre produzir várias tracks seguidas, não existe nenhum músico ou produtor prolífico que seja genial em todas, é muito raro, quase impossível. Esse é um dos outros problemas do beatport, como os selos tem que ter uma agenda de lançamentos, às vezes selos menores acabam colocando qualquer coisa mal feita só pra "tapar buraco", aí o que era pra ser arte vira um produto vazio, feito em escala industrial. O grande Bill Watterson, desenhista do Calvin, pôde se dar o luxo de trabalhar dos 27 aos 37 anos e se aposentar, deixando uma carta para o editor que "espalhava" as tirinhas dele para jornais do mundo inteiro, avisando que arte não pode ser feita sob pressão, no ritmo de criação diária que ele estava sendo obrigado. Além disso ele nunca permitiu o licenciamento de nenhum produto, merchandising, usando o personagem, porque ia contra os princípios anti-capitalistas do universo que ele criou. Quer dizer, pelo menos 1 milhão ele deve ter ganho, mas poderia faturar mais de 100 milhões com desenhos, filmes, cadernos, camisetas, adesivos, mas ficou firme na ideologia. Vale a pena ler a históriahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Calvin_and_Hobbes

    []'s

  32. "Vocês estão dizendo que a inteligência e a cultura humana parou de evoluir? Pois se ela evoluir a música também vai."

    Isso me lembra lógica circular:http://j.mp/aMXeat

    Eu entendi o seu argumento, mas nós estamos vivendo uma fase de música pós-moderna. Na verdade nós já estamos vivendo uma fase onde tem todo tipo de música possível sendo criada, se procurarmos lá no lesnordeste do Uzbequistão, vai ter um maluco gravando cítara indiana com flauta japonesa, misturando com broken beats e vocais em reverse. Evolução foi o computador que permite unir e criar tudo isso.

    O grid de um software sequenciador permite fazer qualquer coisa, colocar as notas, beats, em qualquer posição, efeitos, volume, sons, etc, etc, e isso já foi explorado de todas maneiras possíveis até aqui, e até quando não existia softwares os caras davam um jeito com fita e outros equipamentos analógicos, isso não é nenhuma novidade pra gente aqui, né? Agora, se a intenção é popularizar som experimental, fora dos padrões e das estruturas básicas, isso já é uma tarefa quase impossível.

    Evolução da sociedade, inteligência, cultura, é algo muito subjetivo, difícil de mensurar. É inteligente e evoluído o ser humano viver dentro de latas sobre rodas, teclando na frente de uma tela, correndo atrás de dinheiro, se matando em guerras e etc, ou é mais inteligente viver no campo, trocando maçã por milho, sem relógio, só pescando e plantando, escutando o som da natureza, deitado na rede com uma PRENDA, tocando uma viola? :D

    Eu continuo não vendo possibilidade de ser criado mais nada que seja revolucionário a ponto de não ter um paralelo, em termos musicais. O Bôscoli da Trama disse numa revista 'audio, música e tecnologia', se não me engano, que a tecnologia tá pelo menos 20 anos atrasada de propósito, pros TERRÁQUEOS irem consumindo tecnologia defasada que as empresas que pagam impostos gordos lançam como novidade, para assim nós irmos pagando as dívidas das guerras dos EUA. Uma espécie de conspiração. E evolução de verdade pra ele seria poder comandar a mesa e softwares com precisão, usando só a voz. Ou só com o pensamento. Quem sabe chegamos lá. Isso agilizaria pra criar e compôr músicas, mas nada que não pode ser feito da maneira "tradicional", levando mais horas e dias pra sintetizar sons, gravar instrumentos, efeitos, e etc e tal.

    Concordo totalmente com as opiniões do projectdor e bitproduction.

    E continuo achando a idéia da competição muito boa.

  33. Vc tem razão, Jarrier, Hey Hey não é nenhuma obra de arte, mas se comparado com os Top 10 ou Top 100 do Beatport, tem um pouco mais de alma, hehehehe.

    De qualquer forma, com certeza esse lance de cumprir cronogramas de lançamentos no Beatport é uma grande maluquice, rola isso demaaaaaaaaais!

    Abss

    Felippe Senne
  34. "Se nós refletirmos sobre o centenário das técnicas de gravação, e também tentarmos extrapolá-las para o futuro, nós devemos compreender que [...] todo passo que o meio [de gravação] fez em direção à evolução foi feito por engenheiros que adicionaram peça por peça à perfeição do cenário instrumental. Os feitos artísticos então ocorreram por vezes como um resultado daquilo que havia se tornado possível tecnicamente. (BURKOWITZ, Peter K. Recording, Art of The Century? In: Journal of the Audio Engineering Society, October/November 1977, v. 25 (10/11) p. 873)

    Jarrier está certíssimo.

    Através do desenvolvimento dos meios técnicos, o homem já tem hoje a capacidade absoluta de controle de todas as variáveis do som. Talvez a única "barreira tecnológica" que ainda exista é o som 3D, e aí sim talvez tenhamos mais uma "evolução" no modo de fazer música. (E não estamos nem tão longe assim, vejam:http://www.pee.ufrj.br/teses/textocompleto/200803… )

    A nossa verdadeira barreira hoje é, digamos, psicológica. Parece que muitos produtores hoje buscam uma constante "validação" para o que fazem, e por isso usam programas que os outros usam, usam formatos que os outros usam, usam sons que os outros usam e no final ninguém mais sabe diferenciar quem foi o criativo e quem foi "copiado".

    A inovação começa pelo ouvir, e vocês estão certíssimos em apontar isso. Ouvir, ouvir e ouvir, mas não casualmente, é uma audição ATIVA. Entender realmente de música, estudar, aprender, e não digo apenas a técnica. Não é saber mexer em um sintetizador ou em um plugin que vai salvar ninguém da mesmice, mas sim uma atitude genuína de realmente querer expressar "algo a mais" com o que se faz.

    Agora, quanto a ser comercial ou não, já é outra história…. rs

    Parabéns pela competição e pela discussão, um abraço.

  35. Visitei uma primeira vez este site, por acaso e me deparo com uma discussão digna de horas a fio. E troca de sabedorias.

    Eu só tenho uma cosisa a dizer, que é uma citação:

    "Modernizar o passado
    É uma evolução musical
    Cadê as notas que estavam aqui
    Não preciso delas!
    Basta deixar tudo soando bem aos ouvidos
    O medo dá origem ao mal
    O homem coletivo sente a necessidade de lutar
    o orgulho, a arrogância, a glória
    Enche a imaginação de domínio
    São demônios, os que destroem o poder bravio da humanidade
    Viva Zapata!
    Viva Sandino!
    Viva Zumbi!
    Antônio Conselheiro!
    Todos os panteras negras
    Lampião, sua imagem e semelhança
    Eu tenho certeza, eles também cantaram um dia."

    (Monólogo ao pé do ouvido – Chico Science e Nação Zumbi)

    O passado está em nós, porém nós fazemos nossa parte na evolução da cultura.

    Abraços.

    Wendell Fiorenzo (DJ, Producer and Drummer]

    Wendell Fiorenzo
  36. Só não entendi um negócio:
    já foram selecionados 6 artistas mas vc diz que "as Inscrições abertas até o dia 30 de junho" ?????

  37. Desculpa qualquer confusão, vou reescrever esta parte, as inscrições estão abertas até 30 de junho. Nenhuma faixa por selecionada por enquanto (todas as músicas vão ser ouvidas no mesmo dia).

  38. Acho que o mais interessante em relação a competição, é um possível resultado de um futuro próximo. Concordo que é muito dificil, quase impossivel, a criação de um novo estilo, porém, uma competiçnao como essa, permite que varias pessoas mostrem suas ideias quanto a um som completamente diferente, levando aos produtores ouvintes, uma possibilidade de aglomerar essas informações, e dae possivelmente criar algo bem novo. Com uma inteligente mistura entre novos conceitos.

    Parabens pela iniciativa Ilan

    Henrique
  39. .
    Em 1998 experimentei criar uns buracos e reposicionar os snares numa batida 4×4 a 135 bpm e pra por num Ambient que eu estava criando, mas descartei, porque achei que deu num troço muito malemolente, esquisitão.

    Era uma batida de dubstep. Sério.
    .

    Rodrigo Digha
  40. Na verdade, Ilan…
    a música eletrônica chata e repetitiva é akela que a mídia impôe guela a baixo e a molecada corre atrás pensando que é moderninho…

    tem tanto som eletrônico quente na internet (já ouviu falar de dubwise dnb?)… uma mistura ensolarada de reggae jamaicano, dub e drum´n´bass… um espécie de jungle mais líquido…
    Baltimore?
    Já ouviu falar de Future Synth Pop?
    e o ragga-Jungle ainda forte lançando só música em vinil…
    E os novos Breakbeats….?
    Neo-Funk?
    Electrohouse Russo…. cara, é brincadeira os que os caras de lá estão fazendo ( e acredite! A maioria das letras em russo)…
    Electrodub e Reggae 8bit?
    Hard Style?
    NYC House?
    Chillout Dream?
    Vocal Trance?
    Todos esses sons estão rolando por ai…
    dá pra fazer um festão mas os promoters só querem seguir a moda do último cd do Super Pop…
    : (

  41. ótimas dicas Transdutor.. é nessa veia, eu quero ver as músicas da competição

  42. Otima ideia ^^ bela competição… simplismente genial e inovadora!

  43. desafio aceito!!!
    bora reinventar a roda então! huahauha
    Parabéns

    Caian Maestrelli
  44. legal!! espero a sua contribuição!!

  45. valeu!! estou bem curioso para ver o resultado!!

  46. Eu postei uma track minha lá, mas queria tentar fazer melhor. Acho que o prazo devia ser maior… os resultados iriam vir em maior número e com mais qualidade, da parte de todo mundo!!

    Eu ouvi as tracks da galera lá e acho que o povo tá viajando um pouco… tá faltando coisa nova mesmo! Ouçam lá e talvez vocês me entenderão! hehehe

    Se puder mandar mais de uma track, eu vou mandar! xD

  47. Você pode enviar duas músicas (2 músicas por artista/projeto). A data limite para envio é dia 30 de junho. Tem 30 dias, você acha de da tempo?

  48. [...] Esse tipo de mistura também está me voga na Competição – Mude a música eletrônica para sempre – Você no Beatport. [...]

  49. 30 dias é um bom tempo sim. Mas é que estou em uma fase meio corrida, vestibulares, concursos, e tudo mais xD
    Mas dá sim. Valeu Ilan!!

    Parabéns por todos que tiveram essa iniativa, muito boa mesmo!!
    Já upei uma, vou finalizar a outra. Sei que você e o Rodrigo Lengning vão me ajudar a ganhar essa aê!! Hahahaha
    Mas o real lance desse contest – principalmente deste – é participar. Pelo fato dele mexer com a criatividade, só estar vale a pena!

  50. Ilan, fiquei com uma dúvida cara

    Estou finalizando 2 músicas para o concurso. Mas elas são músicas conhecidas que transcrevi nota por nota (não utilizei gravações existentes). Não é necessariamente um remix, está mais para regravação.
    Posso postar essas músicas, ou só valem músicas ‘originais’?
    Por exemplo, uma delas é um Drum’n Bass do música do Tetris

    abraços, e parabéns pela iniciativa!

  51. Um cover é bem mais simples de lançar, do que uma música sampleada.

    Manda ver!!

  52. ae galera!!!bom… nao exploramos tudo nao!!!!

    Nós usamos no ocidente a escala de 12 notas… só que notas musicais são infinitas em suas variações…

    Porque ninguem tenta usar a microtonalidade? existem coisas lindas que saem do padrao do re mi fa sol la si
    http://www.youtube.com/watch?v=9fykOw-VY0o

    para ouvidos desacostumados pode soar como desafinação, só que desafinação é uma mera convenção… podemos ousar galera.. podemos ousar..

    porque nao podemos quebrar a barreira da tonalidade predefinida?

    vamos desacostumar os ouvidos da galera tb com tempos os 4/4 e suas variaveis… é dificil… mas nao pode ser impossivel… http://www.youtube.com/watch?v=BwNrmYRiX_o (essa musica belissima, muita gente conhece, muita gente sabe cantarolar, e nao é 4/4)

    o rock progressivo ja fez muito disso, e fez muito bem… a ponto de uma musica 5/4 soar "natural" para os ouvidos desatentos……..

    o problema é que.. com muita ousadia e mudanças de padrao, podemos fazer com o que ouvinte se perca na composição e se chateie… entao.. se, por exemplo, compormos uma musica 5/4 tente usar elementos em varias partes da track que façam se identificar..usando bem o leitmotiv…

    POREEEEEEEEEEEEEEM…. tudo isso é muito dificil… mas acredito que a recompensa no final da trilha seja muito gratificante!!!

    bom, eu ja pus uma musica la na competição… tentei mudar, é dificil….mas vamo la

    paulodandrea
  53. Acho que vocês deveriam conhecer agente fazemos isso todos os dias. hehe =D
    Por falar nisso em breve faremos um evento underground no centro do Rio de Janeiro para mostrar nossas músicas o cenário internacional e muito no brasil esta estagnado precisa de renovação.

    Legal ouvir esse tipo de comentário de outras pessoas.

  54. http://www.sarapuhybeats.com/ – Ainda não tive tempo de postar todos os projetos e musicas. Como são sons diferentes podem ser vistos até com maus olhos, mais não estamos ligando a inovação é o ponto chave um outro objetivo é salvar o verdadeiro electro. Sim, aquele electro dos anos 80 que usava bastante vocoders não esse pseudo electro de hoje. Este movimento está bem forte na cena underground europeia e americana e estamos fazendo nossa parte por aqui.

  55. Iae galera boa ideia eu produso tribal a uns 6 meses gosto muito desair do padrao permitido. vou arrebendar misturar tribal com tech house fazer umas produ bem loka. pro pessoal q quer conhcer meu trabalho acessa meu myspace. http://www.myspace.com/djmarcosplay msn:marcusplayy@hotmail.com

  56. tem razão transdutor..

    a real mesmo, é que a cena popular que nao toca coisas diferentes, mas, realmente, a musica eletronica continua evoluindo(aliás, como nao poderia ser?, a musica eletronica em si, é a arte que pode e DEVE evoluir mais rapido que as outras. E ela evolui rapido sim)

    e IDM? o negocio evolui à velocidade da luz (claro, que ja existem varias modinhas em cima)…. http://www.youtube.com/watch?v=xos6Wo1hjbM&fe

    a real é q tem que mudar a midia e mudar a cabeça de quem promove as festas..

    ..

    bom.. porem, to otimista.. com a internet as pessoas tem como pesquisar e ouvir coisa boa.. e depois é só promover uma festa com essa galera diferente…

    paulodandrea
  57. Música eletrônica não é nada fora do comum.
    Batidas, teclado, etc, sempre a mesma coisa sem criatividade, sem graça
    Desisti de se DJ de dnb e hoje só escuto música clássica, erudita.
    Sem grandiosidade, instrumental é patético