A Internet mudou a música, você também precisa mudar

A Internet mudou a música, você também precisa mudar

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A internet e o Mp3 mudaram a forma de se consumir e ouvir música para sempre.

Analise as mudanças no meio artístico e comercial

Até o começo do século passado:

Comercialização: shows e partituras;
Como: artistas apresentando-se ao vivo.

Depois de 1950:

Comercialização: Fonogramas;
Como: Discos de vinil, depois K-7s e Cds.

Atualmente:
Comercialização: meios físicos e digitais dividem o mercado
Como: Cd, Vinil e Mp3.

Cada vez mais o público está se conscientizando que não é mais preciso um meio físico para transportar música, ela pode ser facilmente baixada na internet e colocada no seu I-pod.  Assim as pessoas não valorizam tanto essa arte, e a música passou a ser apenas um acessório que muitos se negam ou fazem de tudo para não pagar nada. Dentre as formas legais e ilegais para baixar música existe um ponto de apoio equilíbrio que você pode usar para fazer sucesso, mas para isso você vai precisar conhecer e compreender bem essas novas ferramentas.

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Quais são as formas legais para baixar música?

Físico: As vendas de cd vem despencando ano a ano, o vinil que perdeu muito terreno no século passado está agora conseguindo aumentar um pouco as suas vendas mas no total do mercado ele ainda é uma fatia pequena. O problema é que poucos Djs atualmente tocam com vinil e comprar um Cd para tocar apenas uma música é um desperdício de dinheiro.

Digital (por faixa): O site Beatport tem 90% do mercado deste tipo de venda, aqui você pode escutar música por música e ao invés de comprar um álbum inteiro o usuário adquire apenas a faixa do seu interesse. As músicas aqui custam entre U$1,99 e U$2,49. 50% disso fica para o Beatport e os outros 50% para o selo.

Digital (por quantidade de conteúdo): Algumas lojas e sites oferecem músicas para venda, a idéia é não pagar por uma música ou artista e sim pela quantidade de downloads e streamings.

Mesmo o mercado digital crescendo muito,  infelizmente ele é pequeno se você comparar com a quantidade de downloads ilegais circulando. Estima-se que para cada música baixada legalmente outras 100 cópias ilegais da mesma música circula pela Internet.

Quais são as formas ilegais para baixar música?

P2P: Emule, Kaaza, Limewire e muitos outros aplicativos fazem a cabeça de toda uma geração que munidos de I-pods com capacidade de armazenamento que beira ao infinito,não se preocupam em trocar músicas sem pagar 1 centavo por isso.

Torrent: Os torrents são também um tipo de troca de arquivo P2P (os arquivos são trocados de um usuário para outro diretamente), mas neste caso a localização das partes da música ou filme é organizados em um arquivo (tamanho pequeno, com isso o download de um arquivo acontece de uma forma muito mais rápida.

Nestes dois casos descritos acima não existe um servidor central e ninguém ganha com o trabalho alheio.

Blogs: Uma pessoa (ou grupo) tem o trabalho de transformar a música do vinil para mp3 e/ou compilar os melhores lançamentos, esse tipo de site facilita a vida dos usuários que já pegam uma seleção mais refinada.

Ftp: Esse é o único formato ilegal onde os piratas ganham dinheiro. Ela funciona assim, alguém tem o trabalho de comprar e baixar centenas de músicas por dia, que ficam hospedadas em um Ftp (pasta virtual). Os usuários precisam pagar uma quantia em dinheiro para ter direito a baixar os arquivos (por um tempo ou quantidade determinado).

“Quando ser pirata é bom?” Invista no mercado ilegal

Samples: Ao usar um sample de uma música conhecida você dificilmente vai conseguir um selo que queira investir uma fortuna para pagar o autor. Disponibilizar nas redes de P2P, blogs ou até para alguém controle um Ftp é uma excelente forma de divulgar o seu trabalho. Você pode não ganhar dinheiro com mas da noite para o dia 30.000 pessoas ou mais podem baixar a sua música.

Dicas: Use o nome original da música acrescido do seu nome e/ou projeto, exemplo:

-Depeche Mode – Enjoy The Silence & Underworld – Cow Girl – Ilan Kriger Techno Mix

Blogs: Cair na graça de um blogueiro conhecido pode colocar o seu nome na frente de milhares de internautas sedentos por novidades. Procure blogs que disponibilizem faixas do seu estilo e faça o contato.

Mas qual é o futuro dos músicos e produtores musicais

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Shows: Por enquanto essa é a melhor alternativa para quem quer ganhar dinheiro com música. Investir em um Cd ou Vinil é para poucos e o universo digital tem feito a felicidade de um número reduzido de artistas e selos. O show é a maneira mais fácil de criar e manter uma rede local de fãs.

Ecad: Para uns isso pode parecer piada, mas se o Ecad realmente fizesse o seu trabalho, os produtores musicais poderiam ter assegurado um ótimo rendimento mensal.

Imagine a seguinte situação: Dj tocando em uma festa, na sala você tem um sensor que capta quantas pessoas estão escutando a música e um computador rodando o Midomi ou software similar para descobrir qual música está sendo tocada no momento, com isso ficaria fácil de cobrar o dono da casa noturna pela quantidade de gente que está ouvindo e também pagar o artista pela execução do seu trabalho.

Gravadoras não compreendem os seus clientes

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Fico assustado quando eu vejo reações furiosas de gravadoras, artistas e autoridades contra blogs, redes de P2P ou comunidades do Orkut. Quem troca música pela Internet não é ladrão, felizmente (para quem baixa música) e infelizmente (para quem produz) o padrão mudou e dificilmente vai voltar ao patamar de 20/30 anos atrás onde alguns artistas vendiam milhares de músicas.

Esse artigo pode ter ficado com um ar pessimista mas o meu objetivo aqui é o contrário, quero mostrar alternativas que tornem a vida dos produtores mais fácil.

Você tem alguma sugestão?