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A Internet mudou a música, você também precisa mudar

A internet e o Mp3 mudaram a forma de se consumir e ouvir música para sempre. Analise as mudanças no meio artístico e comercial Até o começo do século passado: Comercialização: shows e partituras; Como: artistas apresentando-se ao vivo. Depois de 1950: Comercialização: Fonogramas; Como: Discos de vinil, depois K-7s e Cds. Atualmente: Comercialização: meios […]

» Escrito por em 01.04.09.

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A internet e o Mp3 mudaram a forma de se consumir e ouvir música para sempre.

Analise as mudanças no meio artístico e comercial

Até o começo do século passado:

Comercialização: shows e partituras;
Como: artistas apresentando-se ao vivo.

Depois de 1950:

Comercialização: Fonogramas;
Como: Discos de vinil, depois K-7s e Cds.

Atualmente:
Comercialização: meios físicos e digitais dividem o mercado
Como: Cd, Vinil e Mp3.

Cada vez mais o público está se conscientizando que não é mais preciso um meio físico para transportar música, ela pode ser facilmente baixada na internet e colocada no seu I-pod.  Assim as pessoas não valorizam tanto essa arte, e a música passou a ser apenas um acessório que muitos se negam ou fazem de tudo para não pagar nada. Dentre as formas legais e ilegais para baixar música existe um ponto de apoio equilíbrio que você pode usar para fazer sucesso, mas para isso você vai precisar conhecer e compreender bem essas novas ferramentas.

ipod

Quais são as formas legais para baixar música?

Físico: As vendas de cd vem despencando ano a ano, o vinil que perdeu muito terreno no século passado está agora conseguindo aumentar um pouco as suas vendas mas no total do mercado ele ainda é uma fatia pequena. O problema é que poucos Djs atualmente tocam com vinil e comprar um Cd para tocar apenas uma música é um desperdício de dinheiro.

Digital (por faixa): O site Beatport tem 90% do mercado deste tipo de venda, aqui você pode escutar música por música e ao invés de comprar um álbum inteiro o usuário adquire apenas a faixa do seu interesse. As músicas aqui custam entre U$1,99 e U$2,49. 50% disso fica para o Beatport e os outros 50% para o selo.

Digital (por quantidade de conteúdo): Algumas lojas e sites oferecem músicas para venda, a idéia é não pagar por uma música ou artista e sim pela quantidade de downloads e streamings.

Mesmo o mercado digital crescendo muito,  infelizmente ele é pequeno se você comparar com a quantidade de downloads ilegais circulando. Estima-se que para cada música baixada legalmente outras 100 cópias ilegais da mesma música circula pela Internet.

Quais são as formas ilegais para baixar música?

P2P: Emule, Kaaza, Limewire e muitos outros aplicativos fazem a cabeça de toda uma geração que munidos de I-pods com capacidade de armazenamento que beira ao infinito,não se preocupam em trocar músicas sem pagar 1 centavo por isso.

Torrent: Os torrents são também um tipo de troca de arquivo P2P (os arquivos são trocados de um usuário para outro diretamente), mas neste caso a localização das partes da música ou filme é organizados em um arquivo (tamanho pequeno, com isso o download de um arquivo acontece de uma forma muito mais rápida.

Nestes dois casos descritos acima não existe um servidor central e ninguém ganha com o trabalho alheio.

Blogs: Uma pessoa (ou grupo) tem o trabalho de transformar a música do vinil para mp3 e/ou compilar os melhores lançamentos, esse tipo de site facilita a vida dos usuários que já pegam uma seleção mais refinada.

Ftp: Esse é o único formato ilegal onde os piratas ganham dinheiro. Ela funciona assim, alguém tem o trabalho de comprar e baixar centenas de músicas por dia, que ficam hospedadas em um Ftp (pasta virtual). Os usuários precisam pagar uma quantia em dinheiro para ter direito a baixar os arquivos (por um tempo ou quantidade determinado).

“Quando ser pirata é bom?” Invista no mercado ilegal

Samples: Ao usar um sample de uma música conhecida você dificilmente vai conseguir um selo que queira investir uma fortuna para pagar o autor. Disponibilizar nas redes de P2P, blogs ou até para alguém controle um Ftp é uma excelente forma de divulgar o seu trabalho. Você pode não ganhar dinheiro com mas da noite para o dia 30.000 pessoas ou mais podem baixar a sua música.

Dicas: Use o nome original da música acrescido do seu nome e/ou projeto, exemplo:

-Depeche Mode – Enjoy The Silence & Underworld – Cow Girl – Ilan Kriger Techno Mix

Blogs: Cair na graça de um blogueiro conhecido pode colocar o seu nome na frente de milhares de internautas sedentos por novidades. Procure blogs que disponibilizem faixas do seu estilo e faça o contato.

Mas qual é o futuro dos músicos e produtores musicais

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Shows: Por enquanto essa é a melhor alternativa para quem quer ganhar dinheiro com música. Investir em um Cd ou Vinil é para poucos e o universo digital tem feito a felicidade de um número reduzido de artistas e selos. O show é a maneira mais fácil de criar e manter uma rede local de fãs.

Ecad: Para uns isso pode parecer piada, mas se o Ecad realmente fizesse o seu trabalho, os produtores musicais poderiam ter assegurado um ótimo rendimento mensal.

Imagine a seguinte situação: Dj tocando em uma festa, na sala você tem um sensor que capta quantas pessoas estão escutando a música e um computador rodando o Midomi ou software similar para descobrir qual música está sendo tocada no momento, com isso ficaria fácil de cobrar o dono da casa noturna pela quantidade de gente que está ouvindo e também pagar o artista pela execução do seu trabalho.

Gravadoras não compreendem os seus clientes

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Fico assustado quando eu vejo reações furiosas de gravadoras, artistas e autoridades contra blogs, redes de P2P ou comunidades do Orkut. Quem troca música pela Internet não é ladrão, felizmente (para quem baixa música) e infelizmente (para quem produz) o padrão mudou e dificilmente vai voltar ao patamar de 20/30 anos atrás onde alguns artistas vendiam milhares de músicas.

Esse artigo pode ter ficado com um ar pessimista mas o meu objetivo aqui é o contrário, quero mostrar alternativas que tornem a vida dos produtores mais fácil.

Você tem alguma sugestão?



Deixe seu comentário

  1. Excelente post! Parabéns!

    Vinicius
  2. Imagine a seguinte situação: Dj tocando em uma festa, na sala você tem um sensor que capta quantas pessoas estão escutando a música e um computador rodando o Midomi ou software similar para descobrir qual música está sendo tocada no momento, com isso ficaria fácil de cobrar o dono da casa noturna pela quantidade de gente que está ouvindo e também pagar o artista pela execução do seu trabalho.

    NÃO VIAJA!!!

  3. Oi Joe,

    Tudo blz?!

    Acabei esquecendo de colocar o link para o post do Midomi: http://ilankriger.net/tutorial/qual-e-a-musica/

    Veja como ele funciona acredito que é até simples de implementar algo como eu sugeri, você não acha?

    ilankriger
  4. Realmente este post é muito bom!

    Sempre que posso tento puxar esse assunto com as pessoas que encontro, sejam amigos, colegas de profissão, ou artistas e músicos pelo mundo afora.

    A meu ver a distribuição de cultura e arte pela internet ainda está muito confusa. Está difícil de saber onde procurar e o que procurar. Perdemos a referência musical, justamente pela quantidade de possibilidades que temos atualmente.Artistas e ouvintes acabam se perdendo nesse mundo musical imenso que temos hoje em dia.

    O que ando percebendo é que as pessoas estão pouco a pouco voltando a escutar o que escutavam alguns anos atrás, ou então recorrem às mídias para ver qual é o som do momento, pois na internet existem muitas músicas e dentre elas muita coisa de baixa qualidade, tanto sonora quanto musical. Para encontrar algo novo que seja bom e original precisa de muita paciência e muita procura.

    Acho que quando chegar o momento que essa distribuição seja feita de alguma forma mais organizada todos irão ganhar. Artistas que merecem sucesso serão reconhecidos e os ouvintes terão acesso a diversos tipos de música de qualidade e de acordo com seu gosto.

    Gosto de usar como exemplo o que o Mercado Livre virou. Antes era confuso e arrsicado comprar algo através dele, não era possível saber se levaria calote ou se era um vendedor honesto, mas com o tempo os honestos e profissionais foram conseguindo prestígio e vendas bem sucedidas. Atualmente está fácil de comprar, é só procurar um vendedor com mais de 500 vendas e 100% de aprovação positiva.

    Gosto de imaginar que a distribuição da música possa um dia ser feita da mesma forma, onde os profissionais ganham prestígio e os ouvintes saberão onde procurar.

  5. Acredito que o futuro da música em geral será gratuito.
    Veja o exemplo do Radiohead, que fez como as Casas Bahia e perguntaram “quer pagar quanto?”. Lógico que eles em determinado momento tiveram a impressão de que suas músicas não valem um mísero centavo, pois muitos apenas baixaram e não deixaram nem uma migalha de pão amanhecido pros caras. Mas isso já era de se esperar.
    Outro bom exemplo veio de uma das minhas bandas favoritas, o Depeche Mode.
    Eles disponibilizaram o disco todo gratuitamente.
    Em um futuro mais próximo do que a gente imagina, as músicas servirão apenas como um “comercial” do artista e que vai na verdade vender os shows da banda, do Dj ou do que quer que seja.
    No passado, quando ouvíamos falar de um disco “independente”, muita gente torcia o nariz e logo pensava se tratar de algo muito underground ou que foi refugado por algumas dezenas de gravadoras e então que o artista somente conseguiu lançar o disco de maneira totalmente autônoma.
    Hoje esse conceito veio por terra e de 10 anos pra cá, os melhores discos que eu tenho ouvido são independentes. A própria palavra “independente” no meu modo de ver significa apenas que não tem a “bênção” das grandes gravadoras.
    A medida que a internet foi ficando mais rápida, as coisas começaram a fugir do controle das gravadoras e hoje, elas em uma atitude desesperada e totalmente equivocada, procuram punir os usuários que baixam músicas pela rede. Atitudes essa que se mostraram puramente de marketing, pois é impossível (felizmente) punir e prender todos os usuários que fazem downloads de músicas na internet. Essas pessoas serviram apenas de exemplo pra tentar intimidar outros que fazem a mesma coisa.
    Sou produtor e sei o quanto é difícil colocar uma música no mercado, lançá-la por alguma gravadora e ter um bom (ou pelo menos algum) rendimento com isso. Sei que minha música serve mais como uma vitrine da minha personalidade e capacidade como Dj e produtor do que qualquer outra coisa. Sei que não ficarei rico vendendo música mas ainda assim o faço como se estivesse recebendo muito dinheiro pra tal. Quem me dera.

  6. Bom eu naum tenho muita coisa a dizer… na verdade naum tenho nada a dizer pq soh tenho 15 anos e sou nova no ramo da musica… e naum tenho ninguem para me guiar … naum tem ninguem pra me dizer oq vai ou naum vai vender… ou se vai ou naum dar certo.. estou apenas jogando na sorte… c colar td beim c naum amem… soh qero fazer um som diferente d tudo… um som q as pessoas possam curtir a noite na balada ou no mp3… e eu gostaria d fazer um pedido pra esse carinha q eu naum sei o nome… pra ele fazer uma postagem sobre as pessoas q estaum engressando agora no mundo da musica… os sons q vao pegar e os sons q jah passaram… vlw é soh isso q qeria dizer… bejim bejim… xau xau…

  7. Então vou te dar um exemplo para te deixar mais aterrecido: O grupo de forró Cavaleiros do Forró por mês distribui de graça… é isso mesmo que vc ouviu… de graça mais de 50 mil cópias de cd da banda!

    Foi idéia do empresário da banda que diz que o lance é divulgação de massa por isso a necessidade de distribuição de graça dos cds nos shows e nas ruas da cidade como se fosse panfleto de consultório médico…

    e aí… como as pessoas irão enxergar a música no futuro?… qual será o valor que terão os respectivos artistas?… ou somente que tem cacife para pagar “jabá” é que conseguirá tocar tocar sem som na mídia????

    Como diz o brilhante filósofo de fianl-desemana: “O digital é legal mas tem hora que pega mal!”

    : )

  8. ai.. digitei muito rápido… onde está escrito: “tocar tocar sem som na mídia”, lê-se: “tocar tocar seu som na mídia”…

  9. Corregindo as correrias de nossas vidas: eu citei Cavaleiros… não é! É a banda Aviões do Forró… tá aki o link da Folha com a matéria:
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u639261.shtml

    : )